Doenças - HPV

O HPV (papilomavirus humano) é o nome de um vírus com mais de uma centena de variedades, sendo elas causadoras de doenças sexualmente transmissíveis.


O HPV é um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano (HPV).

Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres.

Normalmente, o contato com o HPV se dá no início da vida sexual, portanto os adolescentes são mais suscetíveis ao contágio. Alguns estudos apontam que cerca de 20% dos adultos sexualmente ativos são infectados, fazendo do HPV o grupo de vírus sexualmente transmissíveis mais comum. Especialmente o sexo feminino deve se atentar à doença, visto que cerca de 3% podem desenvolver câncer de colo uterino

A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática.Para detectar a doença desde a fase inicial, o exame de Papanicolau é fundamental, e caso haja resultados alterados, o profissional médico deve recorrer ao exame de colposcopia para analisar o colo do útero. Estes exames visam diagnosticar precocemente o câncer do colo do útero, já que este pode se desenvolver de forma silenciosa no corpo humano.

O HPV é transmitido pelo contato genital com a pessoa infectada, incluindo sexo oral, e por via sanguínea, de mãe para filho na hora do parto. Na maioria das vezes, a infecção é transitória e desaparece sem deixar vestígios, podendo voltar periodicamente. Menos comumente, o HPV pode ser transmitido pelo contato com objetos contaminados pelo vírus.

As lesões genitais provocadas pela doença podem ser de alto risco, já que são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero.

Além da vacinação, o uso de preservativo é indispensável, inclusive durante o sexo oral. A infecção pode ocorrer pelo contato com a pele dos genitais, não necessariamente depende da penetração, por isso deve-se usar preservativo desde o início da relação sexual. Gestantes portadoras do vírus recebem indicação de não realizar parto normal, para evitar o contágio mãe-filho.